Publicado em Livros

Turista Literário – Julho 2016

Vamos hoje falar sobre o que foi essa malinha MARAVILHOSA do Turista Literário de julho!

Eu quase morri de ansiedade esperando por dois motivos: primeiro porque demorou o dobro de tempo pra chegar do que a primeira e segundo porque eu tinha suspeitas quanto ao livro do mês.

Pois bem, acertei o livro do mês, mas nada me prepararia para a surpresa que foi o conjunto da caixinha. Tivemos:

  • Guia de viagem e selo do maine;
  • Um cartão postal também do Maine;
  • Uma vela perfumada com o aroma inspirado na Trilha Apalache;
  • Uma capa de almofada de cetim com o tema do livro;
  • Um pote de balas do Early e;
  • Livro: Em algum lugar nas estrelas de Clare Vanderpool.

Fiquei completamente apaixonada com o que vi! A capa de almofada é a coisa mais linda que já vi! tem as estrelas, o pi, a floresta, a ursa maior e claro, a frase “Você precisa procurar as coisas que nos conectam”. Ficou incrível! E melhor ainda foi que descobri que cetim é o material perfeito pra eu usar em casa que não pega pelo de gato!

Enfim, falando agora do livro… Eu estava muito curiosa para ler esse livro. Passava pelas livrarias e achava a coisa mais linda a edição dele. Os livros da Darkside são todos muito lindo e caprichados, me dá vontade de ler tudo! Consegui adivinhar que este era o livro do mês quando recebi a playlist. Tinha Louis Armstrong, Frank Sinatra, Glenn Miller, Mozart e Billie Holiday, o que se encaixava perfeitamente com o que li sobre o livro! Inclusive, vem um marcador de páginas temático:

em-algum-lugar-nas-estrelas-livro-darkside-marcador-768x547

Vamos falar especificamente do livro agora. Eis a sinopse retirada do site da Darkside:

Um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença.

Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai… bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.

Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.

Obsessivo, Early Auden tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra, e que inspirou personagens já clássicos como o Sr. Spock (Star Trek), o Dr. House e Sheldon Cooper (The Big Bang Theory).

Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam paracasa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta – ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.”

Vou confessar, após ter lido esta sinopse no site e ter começado a ler o livro, fiquei um pouco decepcionada. Por que? Bem, digamos que por ser um livro da Darkside, eu esperava algo bem sobrenatural e não foi isso o que encontrei.

O livro começa contando a vida do Jack e como ele chegou ao colégio militar. Até então, tudo bem, introdução do livro. E aí ele conhece Early Auden e aí o livro pega no tranco! Não. Até mais ou menos metade do livro, ele não me cativou.

Early é de longe o melhor personagem do livro. Logo nas primeiras cenas dele, já dá pra perceber que ele tem algum indício de autismo. isso não é mencionado em nenhum momento do livro, pois nessa época nem se conhecia nada sobre isso. Ele é considerado um garoto estranho por todos, mas, sem dúvida, o mais cativante. Ele é divertido e faz os melhores comentário nos melhores momentos.

Quando o livro me cativou? Quando os dois começaram a jornada pela Trilha Apalache em busca do irmão do Early, que ele acredita estar perdido, mesmo com todos afirmando que ele está morto. Além disso, temos também a história de Pi. Ele tranforma o número Pi em uma pessoa e cria uma história incrível.

Foi então que a história de Pi começou a se relacionar com o que eles estavam passando durante sua aventura. Aí sim o livro me pegou! Você fica naquela dúvida se tudo o que estava acontecendo era realmente relacionado a história ou se era apenas uma coincidência.

O final então, quando tudo começa a se relacionar, é incrível! Sem dúvidas, a melhor parte do livro é o final! Chorei um tanto, tamanha perfeição! Leiam! Vale passar pelo começo parado para o que te espera no final.

Já estou esperando pela mala de agosto e já tenho a suspeita de que será o livro Pax… Veremos em breve!

Anúncios

Um comentário em “Turista Literário – Julho 2016

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s