#TBR Novembro

#TBR Novembro

  1. A longa viagem a um pequeno planeta hostil – Becky Chambers
  2. Uma Sombra Ardente e Brilhante – Jessica Cluess
  3. Harry Potter and the Prisioner of Azkaban – J.K. Rowling
Anúncios
Publicado em Livros

Filha das Trevas

Desde que a Mayra fez um vídeo falando desse livro, eu já estava bem interessada em ler, então, quando esse livro veio no Turista Literário de agosto, nem preciso dizer o quanto eu fiquei animada!

Lada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo.

Lada despreza os otomanos. Em silêncio, planeja o retorno a Valáquia para reclamar aquilo que é seu. Radu, por outro lado, quer apenas se sentir seguro, seja onde for. E quando eles conhecem Mehmed, o audacioso e solitário filho do sultão, Radu acredita ter encontrado uma amizade verdadeira – e Lada vislumbra alguém que, por fim, parece merecedor de sua devoção.

Mas Mehmed é herdeiro do mesmo império contra o qual Lada jurou vingança – e que Radu tomou como lar. Juntos, Lada, Radu e Mehmed formam um tóxico e inebriante triângulo que tensiona ao limite os laços do amor e da lealdade.

Gente, o livro é um reconto da história de Vlad, o empalador, no qual ele é uma mulher. Tem como esse livro não ser maravilhoso??? Foi excelente bater minha meta de leitura do ano com esse livro!

A Lada é uma personagem incrível! Ela mostra bem como seria mais ou menos a situação de uma mulher na posição dela, naquela época do Império Otomano. O Radu é um personagem encantador! Eu amei esse menino! O fato dele ser o personagem gay da história também ajuda muito, mas é incrível comprar a doçura e o tato dele com a agressividade e grosseria da Lada.

O Mehmed é um personagem complicado pra mim, porque teve momentos que eu amei e que eu odiei ele. Entendi a maioria das posturas que ele teve, principalmente por ele ser o sultão e um sultão desacreditado. Mas meu ship é com o Radu e não com a Lada… hahahahahahaha

Bem, minha avaliação desse livro foi de 4,5 estrelas, porque eu achei que a história demora um pouco a engatar. A maioria das cenas da infância da Lada e do Radu são importantes para a construção da personalidade deles, mas tiveram algumas coisas que eu achei que poderiam ter tirado.

Apesar de já saber como essa história vai terminar (se você conhece a história do Vlad, assim como eu, já imagina o final), estou ansiosa pra continuação e pra saber que rumo a autora vai tomar!

Plataforma21, já estamos aguardando o lançamento da continuação!

Souls and thrones are irreconcilable.”

Kiersten White – Filha das Trevas

Publicado em Livros

Ecos

Eu ando tão louca de coisa pra fazer que já fazem séculos que eu não escrevo aqui e já acumulei dois livros pra falar!

Ecos da Pam Muñoz Ryan foi o livro do mês de julho do Turista Literário. Na história, acompanhamos três crianças que têm em comum duas coisas: a música e a guerra.

A aventura começa cinquenta anos antes da Primeira Guerra Mundial — “a guerra para acabar com todas as guerras” —, quando o pequeno Otto se perde na Floresta Negra e encontra as três irmãs encantadas, prisioneiras de uma velha bruxa, que conhecia apenas das páginas de um livro, e acreditava ser apenas uma lenda.

Como em um passe de mágica, as irmãs ajudam o garoto a encontrar o caminho de casa. E Otto promete libertá-las, levando o espírito das três dentro de uma inusitada gaita de boca.

Ao longo dos anos, o instrumento chega à mão de novos donos: um menino que vê o sonho de se tornar músico interrompido pela ascensão do nazismo; um jovem pianista prodígio que vive num orfanato e luta para não ser separado do irmão caçula; uma filha de imigrantes mexicanos que cuidam de uma casa de japoneses enviados a um campo de concentração dentro dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial.

Apesar de ter esse tom de realismo mágico, eu confesso que praticamente me esqueci dessa lenda das três irmãs na gaita. A história de cada uma das crianças te evolve tanto, que você quer saber o que vai acontecer com elas e se esquece um pouco da gaita.

A história é divida em quatro partes. Cada uma delas é a história de uma das crianças e todas elas terminam em um clímax que você quer ler logo o resto pra saber o que aconteceu! Sei que muita gente colocou como ponto fraco do livro exatamente este clímax no qual as histórias terminam, alegando que quebra o ritmo do que você está lendo. Eu entendo isso, mas pra mim, foi exatamente esse ponto que me deixou mais curiosa e tentada a continuar lendo.

Na última parte, todas as histórias se unem de forma incrível, porém eu acho que a autora poderia ter trabalhado um pouco melhor o final. Tive a impressão que depois de toda a construção de cada uma das histórias, o final foi extremamente rápido! Como se ela tivesse um limite de páginas e tivesse que resumir o final pra caber. Este foi o motivo pelo qual eu tirei uma estrela do livro na minha avaliação do Goodreads e Skoob.

Avaliação final: ✩✩✩✩

Music does not have a race or a disposition! Every instrument has a voice that contributes. Music is a universal language. A universal religion of sorts. Certainly it’s my religion. Music surpasses all distinctions between people.”

Pam Muñoz Ryan – Ecos