Publicado em Livros

Ecos

Eu ando tão louca de coisa pra fazer que já fazem séculos que eu não escrevo aqui e já acumulei dois livros pra falar!

Ecos da Pam Muñoz Ryan foi o livro do mês de julho do Turista Literário. Na história, acompanhamos três crianças que têm em comum duas coisas: a música e a guerra.

A aventura começa cinquenta anos antes da Primeira Guerra Mundial — “a guerra para acabar com todas as guerras” —, quando o pequeno Otto se perde na Floresta Negra e encontra as três irmãs encantadas, prisioneiras de uma velha bruxa, que conhecia apenas das páginas de um livro, e acreditava ser apenas uma lenda.

Como em um passe de mágica, as irmãs ajudam o garoto a encontrar o caminho de casa. E Otto promete libertá-las, levando o espírito das três dentro de uma inusitada gaita de boca.

Ao longo dos anos, o instrumento chega à mão de novos donos: um menino que vê o sonho de se tornar músico interrompido pela ascensão do nazismo; um jovem pianista prodígio que vive num orfanato e luta para não ser separado do irmão caçula; uma filha de imigrantes mexicanos que cuidam de uma casa de japoneses enviados a um campo de concentração dentro dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial.

Apesar de ter esse tom de realismo mágico, eu confesso que praticamente me esqueci dessa lenda das três irmãs na gaita. A história de cada uma das crianças te evolve tanto, que você quer saber o que vai acontecer com elas e se esquece um pouco da gaita.

A história é divida em quatro partes. Cada uma delas é a história de uma das crianças e todas elas terminam em um clímax que você quer ler logo o resto pra saber o que aconteceu! Sei que muita gente colocou como ponto fraco do livro exatamente este clímax no qual as histórias terminam, alegando que quebra o ritmo do que você está lendo. Eu entendo isso, mas pra mim, foi exatamente esse ponto que me deixou mais curiosa e tentada a continuar lendo.

Na última parte, todas as histórias se unem de forma incrível, porém eu acho que a autora poderia ter trabalhado um pouco melhor o final. Tive a impressão que depois de toda a construção de cada uma das histórias, o final foi extremamente rápido! Como se ela tivesse um limite de páginas e tivesse que resumir o final pra caber. Este foi o motivo pelo qual eu tirei uma estrela do livro na minha avaliação do Goodreads e Skoob.

Avaliação final: ✩✩✩✩

Music does not have a race or a disposition! Every instrument has a voice that contributes. Music is a universal language. A universal religion of sorts. Certainly it’s my religion. Music surpasses all distinctions between people.”

Pam Muñoz Ryan – Ecos

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