Publicado em Livros

Turista Literário – Junho 2016

Como eu disse na postagem anterior, o Turista Literário me inspirou a recriar um blog, então vou começar com a primeira mala.

A imagem em destaque mostra o conteúdo da malinha do mês:

  • O guia de viagem com o selo de Herran & Valória – locais fictícios onde o livro do mês se passa;
  • Um marcador de página na forma de uma adaga valoriana;
  • Um sachê de laranja para que possamos sentir o aroma do pomar da Kestrel;
  • Peças de “Morder e Picar” – jogo valoriano;
  • A playlist temática no Spotify e;
  • Uma capa de tecido temática para o livro.

Preciso dizer que, de todos os itens, a capa foi o que mais me apaixonei. Mesmo sendo rosa (cor que acho bem enjoada), o fato dela ser estampada com o tema do livro é incrível. Tem o piano, a adaga, flores de jaranjeira, a ave Kestrel e a trança valoriana. Me dá vontade de usar em todos os livros!

Mas falando especificamente do livro do mês, A Maldição do Vencedor, da escritora Marie Rutkoski, foi uma grande surpresa pra mim. Imediatamente eu olhei a capa e já imaginei que seria um livro bobo de romance adolescente, estilo Crepúsculo. Me enganei.

 

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A sinopse do livro é a seguinte:

Kestrel quer ser dona do próprio destino.

Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai – o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos –, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão.

O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas.

O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los.

Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida…

As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas.”

O começo da história é bem parado, assim como muitos livros que te apresentam um novo universo. Já gostei de cara do fato da personagem principal, a Kestrel, ser meio rebelde e aparentar ser uma mulher forte. Ao mesmo tempo, tenho medo de criar esperanças em cima de uma personagens assim e me decepcionar ao longo da história (beijos Katniss).

Durante todo o livro, a Kestrel se mantém com a ideia de ser idependente e de não seguir os caminhos impostos a ela (casamento ou exército). Ela tem alguns momentos de dúvidas, como sempre, mas se mantém, em geral fiel, aos seus propósitos. Outro ponto interessante, é de não fazer dela uma guerreira forte fisicamente (virou moda agora), e sim uma garota muito inteligente e estrategista.

O Arin já achei um personagem bem mais legal. Um escravo misterioso que se encaixa em qualquer situação. Parece plebeu e também de alta sociedade. Ele foi quem manteve meu maior interesse na história, porque você fica querendo saber qual o verdadeiro objetivo dele.

Quando a história me desagradou? Quando começou o envolvimento amoroso. Eu não tenho muita paciência pra mimimi, então esses casais têm que ser convincentes. O que eu senti: percebi perfeitamente o desenvolvimento do amor do Arin, mas não senti isso da Kestrel. Achei que a parte dela ficou muito forçada. Ele apresentou motivos pra gostar dela, enquanto que ela me pareceu que começou a gostar dele simplesmente por gostar… Não me convenceu muito…

Veja bem, quando disse que o livro me surpreendeu, não quis dizer que achei um livro excelente. Achei que foi bem melhor do que eu poderia imaginar, mas é um livro interessante. Daria nota 4 de 5.

É uma fantasia histórica com boas pegadas como guerra, intriga, espionagem e traição; mas, ao mesmo tempo, alguns problemas de continuidade daqueles que você lê e fica com cara de “Mas por que isso está acontecendo? Não faz sentido!”. Contudo, se você curte um romance proibido, vale ler! Eu gosto, mas gosto de um pouco mais proibido do que isso! =D

Fiquei muito curiosa para ler a continuação, pois os últimos acontecimentos deram aquela coceirinha de ler o próximo. O livro faz parte da “Trilogia do Vencedor” e o próximo, The Winner’s Game, já deve sair agora em setembro.

O que mais gostei de tudo isso foi exatamente o que disse na postagem anterior: quebrei um preconceito e li um livro que jamais leria se tivessem me dado outras opções.

Isn’t that what stories do, make real things fake, and fake things real?”

 

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Um comentário em “Turista Literário – Junho 2016

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